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6/recents

Charlotte

setembro 20, 2017

Título: Charlotte / シャーロット / Shārotto
Gênero: Comédia dramática, sobrenatural
Episódios: 13
Estúdio: P. A. Works
Duração: 4 de julho de 2015 – 26 de setembro de 2015
Direção: Yoshiyuki Asai
Roteiro: Jun Maeda
Mangá ainda em publicação.

Sinopse: Num mundo alternativo, uma pequena percentagem de crianças são capazes de manifestar seus superpoderes ao atingir a puberdade. A história é ambientada na Academia Hoshinoumi e acompanha os membros do conselho estudantil, que ajudam os outros alunos com problemas decorrentes das suas habilidades. Yuu Otosaka utiliza seu poder sem ter conhecimento deles, vivendo seu cotidiano normalmente. No entanto, depois que ele conhece uma garota misteriosa chamada Nao Tomori, o destino do usuários especiais com poderes poderá ser exposto.


  Diferente das críticas que vi por ai, eu gostei muito do anime, e acho sim que ele tem originalidade, o problema talvez seja a forma como cada um vê.
   Em um mundo alternativo ao nossos, os adolescentes acabam descobrindo poderes ao chegaram a puberdade. Otosaka Yuu é um desses estudantes, ele não sabe que existem outros como ele e talvez por não ter essa preocupação sempre usou seus poderes da forma que queria e sem responsabilidade alguma, até o dia em que conhece uma garota chamada Tomori que lhe conta sobre outros adolescentes como ele.



    Pode parecer um anime comum de fantasia ou algo assim, e pela descrição até é, porém a diferença aqui é que Charlotte surpreende e muito nas reviravoltas, é impossível prever o que vai acontecer e por mais que nem todas as surpresas sejam boas, elas deixam a gente sem fôlego quase surtando com tamanha loucura. Como disse no início algumas críticas que vi colocaram o anime como uma obra ruim e não acho que isso seja uma verdade absoluta, ele pode até ter seus problemas como o enredo corrido mas isso é coisa do final do anime – que por si só já é bem curto. Mas acho que a história compensa essa falha de forma muito boa.


    Eu esperei um pouco mais do anime no quesito opções, era tanta história dentro do enredo que se você piscasse perderia alguma coisa, e as resoluções eram tão rápidas quanto as aparições, é tudo meio louco, mas bem legal e em alguns momentos me senti assistindo um x-men japonês pra terem ideia haha. Os personagens de modo geral são bons, alguns mais caricatos que os outros, mas todos com sua parcela de importância e lugar carimbado no meu coração.

   Ainda tenho a sensação de que o anime poderia ter explorado uma ampla gama de questões abertas durante todo o desenrolar da história, e teria sido um anime classificado como excelente se isso tivesse acontecido, MAS nem por isso é um anime ruim. Ainda quero uma segunda temporada!


Nota:








3 Motivos para Ler: O Conto da Aia

setembro 18, 2017
   

   O Conto da Aia, de Margaret Atwood, é um livro necessário e excepcional. Ele não está no mundo para dar lições, mas para mostrar ao mundo as lições não compreendidas. Não aprendemos nada com o Feudalismo, Nazismo, Guerras, Escravidão, Mulheres queimadas em fogueiras, Sociedade Líquida? A realidade descrita na obra é uma mistura doentia de tudo de pior que a humanidade fez e é, isso, com a falsa intenção de preservação da espécie. Uma denúncia do resultado da histeria social, alienação e fundamentalismo cristão. 

   Com os perigos reais que nos cercam travestidos de Escola sem partido; Neonazismo/extrema direita; líderes políticos que representam o fundamentalismo cristão e possuem um número expressivo e perigoso de seguidores fanáticos; intolerância religiosa; a arte sendo banida enquanto mulheres são estupradas em ônibus e os agressores ficam impunes; linchamentos; alienação midiática, etc., deixo aqui registrado três móvitos para leitura de O Conto da Aia. 


  Diálogo com a História 
   Memória também é revolução. Não devemos nem podemos esquecer a nossa história. É preciso entender, discutir, detectar e questionar os mecanismos históricos que resultaram numa sociedade fragilizada e incapaz de romper com a inércia social dos que são atingidos pelo totalitarismo. 


  A Última Premonição
   A obra deve horrorizar apenas na ficção, isso só é possível se adotarmos uma postura crítica e ética de ruptura com a alienação.


  Cultura do estupro e literatura
   Seres humanos, não acreditem numa sociedade onde o estupro é banalizado e entendido como normal, digno, desculpa de ação divina para perpetuação da espécie. 




Roube Como Um Artista de Austin Kleon

setembro 15, 2017

Título: Roube Como Um Artista - 10 dicas sobre criatividade
Autor: Austin Kleon
Editora: Rocco
Ano: 2013
Páginas: 160
Skoob: Adicione

Sinopse: Verdadeiro manifesto ilustrado de como ser criativo na era digital, Roube como um artista, do designer e escritor Austin Kleon, ganhou a lista dos mais vendidos do The New York Times e figurou no ranking de 2012 da rede Amazon ao mostrar – com bom humor, ousadia e simplicidade – que não é preciso ser um gênio para ser criativo, basta ser autêntico. Baseado numa palestra feita pelo autor na Universidade do Estado de Nova York que em pouco tempo se viralizou na internet, Roube como um artista coloca os leitores em contato direto com seu lado criativo e artístico e é um verdadeiro manual para o sucesso no século XXI.

  Existe uma pequena e sutil diferença entre livros de inspiração e livros de autoajuda, e por mais que esse pegue um pouco da autoajuda pra mim ele foi um livro de inspiração, mais inspiração do que motivação, e esse é um dos motivos de ter adorado a leitura da obra e ter gastado vários post-its marcando partes dele haha.


“Você é, de fato, um mashup do que você escolhe deixar entrar na sua vida. Você é a soma das suas influências.”

  Kleon é o autor mais carismático que já li, nessa obra conhecemos um pouco sobre suas experiencias que foram importantes para a construção de suas obras incluindo essa daqui que estou contando um pouco pra vocês, lendo sobre ele me vi em alguns momentos me questionando como seria ser amiga de Austin, e o quão engraçado e interessante deve ser conversar com ele, e essa sensação foi constante durante toda a leitura. Ele tem uma visão bem interessante do mundo e de como cada pessoa pode levar sua vida, e suas escolhas.


“Escola é uma coisa. Educação é outra. As duas nem sempre se sobrepõem. Estando ou não na escola, é sempre sua tarefa melhorar sua educação.”

  Quando lemos sobre criatividade e inspiração tem sempre uma formula magica, e mesmo o Austin acaba entrando nesse ponto mas ao invés de dar soluções milagrosas ele é realista e deixa claro que tudo depende de como você faz, como se sente e o que você já tem guardado, nada vem do nada e mesmo que você queira nada vai ser original mas uma ideia antiga pode te dar uma nova perspectiva da mesma coisa e é esse o ponto, pega uma visão e ver o outro lado.


“Você não quer parecer seus heróis, você quer enxergar como eles.”

  Roube como um artista é um livro interessante e curioso, uma leitura leve pros momentos que nada flui na sua cabeça e você quer ter pensamentos diferentes.


" Não dá pra ligar os pontos olhando para frente, você os liga olhando para trás.”
– Steve Jobs 


Nota:









Príncipe Sombrio de Christine Feehan

setembro 11, 2017
Créditos: Cotidiano de Leitores


Título:
Príncipe Sombrio
Autor: Christine Feehan
Série: Os Cárpatos # 1
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 486

Sinopse: Mikhail Dubrinksy é o Príncipe dos Cárpatos, o líder de uma sábia e secreta raça ancestral que vive na noite. Tomado pelo desespero, com medo de nunca encontrar a companheira que iria salvá-lo da escuridão, a alma de Dubrinksy gritava na solidão. Até o dia em que uma bela voz, cheia de luz e amor, chegou a ele, atenuando sua dor e seu anseio. Raven Whitney possui poderes telepáticos e os utiliza na captura dos mais depravados serial-killers. Desde o momento que se conheceram, Raven e Mikhail foram incapazes de resistir ao desejo que faiscava entre eles. Mas forças sombrias tentarão destruir esse frágil amor. E mesmo que sobrevivam, como poderão - cárpato e humano construir um futuro juntos?



  Um livro que explora outra visão do mundo sombrio (ou nem tanto) dos vampiros, é preciso ler ele todo para se ter uma ideia de como a autora criou e montou a história, eles não chegam a se nomear vampiros, ainda (rsrs), tem toda uma fase de acontecimentos que os leva a chegar no estágio vampiro, achei bem interessante e diferente o modo de criação da história.

    Mikhail é um ser sombrio e envolto na escuridão, está por um fio de perder seu controle mental e espiritual, prestes a se tornar o pior da sua espécie, seu mundo não tem vida nem cor há muitos anos, ele vive entre se entregar a escuridão total ou lutar por uma pequena esperança de ser salvo. No dia que a escuridão bate forte em sua porta, surge seu fio de esperança, um contato telepático de uma desconhecida que desperta coisas que ele já nem lembrava. Raven é uma mortal com poderes telepáticos e caçadora de serial killers, viajou para descansar sua mente das mentes perversas que prendeu, porém, uma mente atormentada chama por ela, e para consolar essa pessoa ela não consegue manter distância e entra em contato. O que era para ser um simples dialogo com um desconhecido se torna uma envolvente história de amor protetor e com um dedinho de possessividade, laços de sangue eternos, guerras sangrentas que duram anos e muito mais.

     Amei e odiei os personagens principais (rsrs), ele é protetor demais e ela é teimosa e cabeça dura demais, ele quer segurança e ela se joga nos problemas sem pensar. Os demais personagens me agradaram, principalmente os Cárpatos machos sem companheiras, todos estão no limiar da sanidade e precisam encontrar suas companheiras para buscarem o melhor de si. O poder dos Cárpatos os faz irresistíveis, sedutores em todos os aspectos e muito atraentes, almas perdidas e cheias de dotes, são pratos cheios para esses romances.

     Amei a autora e para quem gosta de romance sombrio e que envolva homens super protetores e fieis (rsrs) esse é um livro ótimo. Foi a primeira vez que li um livro sobre vampiros mesmo, pasmem, e achei diferente dos filmes e séries que já vi sobre o tema, eles não são banidos das religiões, a autora trouxe eles como uma espécie que ainda tem salvação, achei bem diferente essa ideia e o enredo em si ficou bem bacana.

     Espero continuar a ler a série e me surpreender com os demais acontecimentos, já li o livro vislumbrando o desfecho dos outros personagens, já quero ler o livro do Gregori, me afeiçoei a dureza e incredulidade do personagem e preciso ver a redenção dele (rsrs). Enfim acredito na autora, apesar de os livros serem um pouco grandes, vale a pena ler, não dá pra perder nenhum parágrafo, a autora passa muita coisa interessante a todo momento. É uma leitura super recomendada.


Nota:








Dumplin de Julie Murphy

setembro 08, 2017

Título: Dumplin'- Cresça e apareça. Faça e aconteça!
Autora: Julie Murphy
Ano: 2017
Editora: Valentina
Páginas: 300
Skoob: Adicione

Sinopse: Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação. Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre. Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo... até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular... e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss


A Leitura que fiz de Dumplin foi uma leitura em conjunto com o Wes do Canal Café com Aroma de Livros, e tem vídeo no canal dele sobre o livro também então vai lá conferir!

  Quando debatemos a representatividade da mulher gorda é fácil dizer que compreende ou entende o que a mulher nesse papel representa, mas empatia ou a pesquisa de campo e até mesmo a conversa com sua amiga gorda não vão levar pra sua escrita aquilo que apenas uma mulher gorda que vive e passa pelas limitações que a chamada ‘’ditadura da magreza’’ pode passar. Julie Murphy é essa pessoa, é essa autora, é uma mulher gorda, americana, que escreve sobre uma adolescente gorda e americana, ela sentiu essa pressão, ela fala com propriedade e é exatamente isso que eu chamo de representatividade.


  Willowdean ou Willow como é conhecida e gosta de ser chamada, é uma adolescente que além de encarar as dificuldades da adolescência e do ensino médio, também encara todo dia os dilemas de uma adolescente gorda que busca reavivar seu empoderamento e sua liberdade de ser feliz com o corpo e as gorduras que tem ele. Willow sempre foi uma adolescente que mostrou confiança sobre sua imagem mas ao começar a namorar Bo, sua autoestima acaba caindo um pouco, o medo do falatório alheio e também da intimidade com o garoto que ama acabam por deixar Willow muito mal consigo mesma, e na busca por sua confiança perdida ela acaba fazendo algo incrível e assustador, ela decide se candidatar ao concurso de Miss da sua cidade, porém nem tudo é como se espera e Willow precisa lidar com coisas que vão além de apenas preconceitos.

“ Mas essa sou eu. Gorda. Não é nenhum palavrão. Não é nenhum insulto. Pelo menos, não quando eu digo. Por isso, sempre me pergunto: por que não chutar logo de uma vez para longe essa pedra do caminho? “

  Minha vontade de ler Dumplin veio justamente da representatividade desse livro, é muito difícil encontrar livros com mulheres gordas como protagonistas, e ainda menos ainda obras em que somos representadas de forma verdadeira, sem estereótipos e sem aquele ideal e sonho pela magreza. Willow é uma adolescente incrível, além de forte e decidida ela não representa apenas por ser uma adolescente sobrevivendo a ditadura da magreza, mas também pela coragem de enfrentar um sistema tão duro e mais do que isso, Willow é humana, assim como muitas garotas de sua idade ela também cai, chora, mas levanta no dia seguinte. Essa leitura foi bem intensa pra mim, porque em muitos momentos me vi no papel de Willow, vi naquela adolescente um pouco da adolescente que eu já fui, e pra mim foi uma das melhores coisas dessa leitura, me sentir ali, saber que aquilo não só me representou como me fez estar na história, uma conexão que tive com poucas das obras que já li.


“ Não foi só a aparência da Dolly que nos atraiu. Foi a atitude inspirada na consciência de que as pessoas achavam essa aparência ridícula, mas sem mudar nem um único detalhe, porque se sentia bem em relação a si mesma. Para nós, ela é.…invencível. ”

   Julie acertou em cheio ao trazer mais de um grupo de minorias no livro, a história pode ser de Willow uma mulher gorda, mas é na comunidade LGBTQ que boa parte do apoio e da autoconfiança de Willow foram reencontradas e foi ali que Julie mostrou ao leitor que antes de qualquer coisa somos humanos, que merecemos amor e respeito independente de crenças. A escrita da autora é muito boa de ser acompanhada, a leitura flui de forma tão leve que até mesmo nos momentos mais sérios e dolorosos me senti presa.

“ Sei que garotas gordas deveriam ter alergia a piscinas, mas eu adoro nadar. Não sou boba: sei que as pessoas ficam encarando, mas não podem me culpar por eu querer dar uma refrescada. E por que isso deveria fazer alguma diferença? Por que ter coxas enormes e cheias de celulite me obriga a pedir desculpas a humanidade? “

   Dumplin é um livro incrível, não só na representatividade da mulher gorda mas também na força e apoio que os movimentos podem ter na vida das pessoas, na mensagem de respeito e tolerância as diversidades.



“ A vida inteira tive um corpo digno de comentários, e se há uma coisa que viver na minha pele me ensinou foi que se o corpo não é seu, você não tem direito de dizer nada. Seja a pessoa gorda, magra, alta ou baixa, não interessa. “


Nota:







Aquele dia em que Deus estava ocupado demais de Guilherme Oak

setembro 06, 2017

Nome: Aquele dia em que Deus estava ocupado demais
Autor: Guilherme Oak
Páginas: 151
Editora: Giostri 
Skoob: Adicione
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Sinopse: Aquele Dia Em Que Deus Estava Ocupado Demais - Esta é história de três crianças, um padre, uma tarde de julho e todas as consequências provenientes dessa tarde. É também uma reflexão sobre a suposta onipresença divina e suas inúmeras injustiças através do tempo. A trama é ambientada na cidade de São Paulo, em duas épocas distintas – início da década de 1990 e 2012 –, que se intercalam capítulo a capítulo.
*Resenha Feita pro Blog Poesia na Alma 


   O livro vai contar a história de 3 amigos; Lucas, Pedro e Natalia, que se conheceram na época de escola. Pedro era apaixonado por Natalia, uma garota linda com cabelos cor de pudim; Lucas (irmão de Natalia) era um garoto alto, magro, tímido e que por suas características físicas e comportamentais acaba sempre sendo o foco de garotos valentões que batiam nele, para conquistar sua paixonite. Pedro resolveu ser protetor de Lucas e graças a esse ato eles acabaram se tornando amigos de infância inseparáveis, até uma tarde de 1994 quando tudo muda, inclusive a vida das crianças.
-Pedro, não é porque existem padres pedófilos, políticos corruptos, assassinos, ditadores cruéis, estupradores e toda essa escória, que Deus não existe. Ele existe e está do nosso lado. Mais cedo ou mais tarde ele irá punir essas pessoas.
  Aquele dia em que Deus estava ocupado demais é um livro que intercala entre o passado das crianças e sua vida já na fase adulta após um trauma que passaram em sua infância, a história do livro é boa, mantém o leitor preso, a linguagem tem um uso mais coloquial, que torna a narrativa mais próxima do leitor, o autor faz uso de muitas expressões e palavrões comuns ao dia a dia de muitos de nós.
   Eu realmente gostei da leitura do livro, porém senti falta de mais foco nas relações dos personagens com outras pessoas e principalmente consigo mesmos, o livro tem um teor psicológico bem alto que poderia ter sido melhor estruturado e traria a leitura um toque realista ainda maior.


   A história se passa em anos atuais com um assunto pesado que o autor poderia ter estudado mais e aprofundado, porém os personagens acabaram ficando um pouco rasos em relação aos seus próprios problemas. Eu queria poder ler mais sobre como cada um lidava com seus fantasmas com suas dores, como o ‘vilão’ chegou aquele ponto, como funcionava aquele desejo doentio dentro dele, de onde veio, como o garoto mais tímido do grupo teve a decisão de seguir o mesmo caminho daquele que tanto o fez mal.

   Talvez por essa falta de melhor estruturação dos personagens, eu tenha classificado o livro com uma nota um pouco baixa, não o considero ruim, a leitura é boa, o tema é bom, o enredo criado pelo autor foi bem feito, mas os personagens não tiveram o foco que eu esperava levando em conta a premissa inicial do livro, dava pra se explorar mais esse enredo, os personagens, o autor tinha uma boa base pra isso, mas infelizmente não fez.

Nota:








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