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Mindfulness Para Quem não Tem Tempo de Osho

novembro 15, 2017

Título: Mindfulness Para Quem não Tem Tempo
Autor: Osho
Ano: 2017
Editora: Planeta Brasil | Academia
Páginas: 304
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Sinopse: Meditação simples e rápida para uma cotidiano mais produtivo O que você está fazendo? O que está buscando? Sua vida tem sido uma grande oportunidade perdida? Questionamentos como esses são vitais para nossa busca pessoal por significado e propósito. Em Mindfulness para quem não tem tempo, Osho, um dos mais provocativos e inspiradores mestres espirituais do século XX, convida o leitor a refletir sobre a natureza da mente moderna e a importância de se manter atento, consciente e meditativo ao longo de todo o dia, e não apenas durante a prática da meditação. Afinal, estar alerta e falar consigo mesmo estabelece um padrão, que cria uma cadeia de pensamentos similares que se seguem. Essencial tanto para meditadores de longa data quanto para iniciantes, Mindfulness para quem não tem tempo dirige o leitor por um caminho de mais consciência na vida cotidiana, ensinando-o a saboreá-la como realmente merece, mas com a eficiência que o mundo moderno exige.


 

   A leitura desse livro foi uma leitura que eu escolhi por ter mais interesse sobre a visão de Osho acerca da meditação e especialmente sobre a técnica do mindfulness, e mesmo não conhecendo muito sobre sua escrita e por nunca ter lido nada dele eu fiquei surpresa ao me sentir tão conectada a essa obra.

  Mindfulness é a palavra que Buda utiliza para meditação. Por mindfulness ele quer dizer que você deve sempre permanecer alerta, vigilante. 

   Osho é um professor de filosofia que ficou conhecido ao reformular algumas tradições religiosas e pregar que o ser humano tem capacidade pra se iluminar e desenvolver seus potenciais inerentes. Ao se tornar famoso pelas formas que dava aula e pelas palavras que dizia ele acabou fundando um centro de meditação, suas ideias e suas palavras eram tão controvérsias a outras religiões que ele acabou sendo perseguido por algumas pessoas. Osho nunca lançou livros, mas seus discípulos fizeram a junção de seus ensinamentos e lançaram várias obras com eles.


   Osho é uma figura controvérsia, cada pessoa terá uma visão sobre seus ensinamentos e sua história, eu iniciei esse livro tendo uma visão duvidosa porque eu tinha e ainda tenho minha opinião sobre Osho, mas essa obra acabou falando comigo e se mostrando melhor do que eu imaginei. Tive o prazer de conhecer a técnica do mindfulness numa aula do meu curso de psicologia e quando soube que ela derivava do budismo fiquei ainda mais curiosa e sempre leio tudo que posso sobre ela, até mesmo pra agregar conhecimento em relação ao curso.


   A meditação não pode ser uma coisa fragmentada; deve ser um esforço continuo. O tempo todo você tem que estar atento, consciente e meditativo. 


   Nessa obra Osho conversa com o leitor sobre o que é meditar, e qual a sua importância na vida cotidiana e também na sua saúde. Através de metáforas e parábolas ele vai contando experiências e ensinando sobre a importância da meditação na sua ansiedade, nas ansiedades rotineiras da vida, como colocar o lixo pra fora e acalmar as mentes, se livrar dos pensamentos e finalmente se desligar um pouco. Mindfulness é uma técnica de concentração plena, uma ideia que ensina a fazer tudo na plena concentração, sem pensamentos ao redor, apenas aquele único momento.  

Nota:








Desvende meu coração de Dominic Evans

novembro 13, 2017

Título: Desvende meu coração (sua vida amorosa em rabiscos)
Autor: Dominic Evans 
Ano: 2017 
Editora: Belas Letras
Páginas: 144
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Sinopse: Este é um livro sobre relacionamentos, sobre como as pessoas se conhecem, se apaixonam, terminam o namoro, rolam na lama e se recuperam para o segundo round. Vai fazer rir e pensar, extravasar os pensamentos mais íntimos e rabiscar toda a angústia e os palavrões, gritar com as páginas. Resumindo, este livro será seu melhor amigo quando seu coração estiver estraçalhado e abatido na montanha-russa do amor. Se você gostou de Destrua este Diário, vai se apaixonar por este livro!


  Imagine aqueles livros bem simples que falam sobre amor, términos e recomeços, no maior estilo autoajuda, agora acrescente um pouco de comédia e interação e você terá essa obra. Se é ruim ou bom convém a você e sua experiência com ele, a minha você vai saber lendo essa resenha até o final haha.


  Dominc Evans é um ilustrador que mora na Inglaterra e resolveu criar uma obra sobre o que ele chama de relaciotormentos, porque segundo ele os relacionamentos podem se tornar tormentos. E nessa obra linda visualmente vamos acompanhar as fases dos relacionamentos que aqui foram divididos em seis capítulos cada um com um título mais curioso e pretensioso que o outro.


  A obra é leve e apesar dos estereótipos que contém (alguns me incomodaram), suas falas tem validade e são coesas com o que boa parte das pessoas passam com os relacionamentos. Seu tom de comédia e sua escrita leve trazem a obra uma graça, nada é muito sério e nem muito ditador de regras, ao seu modo ele tenta levar o leitor a refletir sobre como lida com as relações e o quanto elas influenciam no seu sofrimento e na sua perspectiva.


  Eu achei muito carinhoso da editora em não ditar a sexualidade e o gênero na obra, ideia essa que veio do próprio dominic que escreveu a obra toda usando artigos que não definissem o "ela ou ele’’ na obra, isso vai de acordo com a pessoa que lê e como ela se encaixa ali.


  Desvende eu Coração é um livro engraçado e pretensioso, que interage com o leitor de forma a fazê-lo interagir com a obra, é cheio de referências de mulheres poderosas como Michelle Obama e eternos apaixonados como Shakespeare.

Nota:








O Urso e o Rouxinol de Katherine Arden

novembro 10, 2017

Título: O Urso e o Rouxinol
Autor: Katherine Arden
Editora: Fábrica 231 
Ano: 2017
Páginas: 320
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Sinopse: Guerra dos tronos encontra Mitologia nórdica, bestseller de Neil Gaiman, neste conto de fadas ambientado na Rússia medieval. Romance de estreia da norte-americana Katherine Arden, que morou dois anos em Moscou.
O urso e o rouxinol mistura aventura, fantasia e mitologia ao acompanhar a jornada da jovem Vasya, criada, junto aos irmãos, num vilarejo próximo de uma floresta, e que cresceu ouvindo de sua ama contos e lendas sobre criaturas que vivem nas matas e que precisam receber oferendas para manter o mal adormecido em seu interior. Mas a chegada de Anna, madrasta de Vasya vinda da capital, de hábitos católicos, e de um padre ortodoxo que resolve instituir as práticas cristãs no vilarejo, provoca uma mudança na rotina da menina e abre as portas para uma terrível catástrofe. Sensível e determinada, Vasya é a única que consegue enxergar e conversar com esses seres fantásticos e torna-se a última esperança para salvar o povoado onde nasceu da destruição.


  Pensem numa leitura boa, mas difícil, foi exatamente assim que me senti lendo esse livro, e a maior complicação dele foi apenas os nomes difíceis de decorar haha.

  Vasilisa, mais conhecida e chamada de Vasya, é a filha mais nova de Pyotr e a mais aventureira entre os irmãos. Sempre muito amada é apaixonada pela floresta ao redor de seu vilarejo, cresceu ouvindo as histórias e lendas que sua ama contava a ela e aos irmãos, entre elas a famosa lenda sobre Gelo, o rei do inverno, uma criatura temida por todos.


  Após a morte da mãe o pai de Vasya vai até moscou e volta casado com Anna, uma mulher muito religiosa que acredita ver fantasmas e por causa de suas crenças acaba por modificar toda a rotina da família de Vasya, porém a mudança de rotina e crenças da família começa a ter consequências e a pequena Vasya é a única que pode protege-los.

"O INVERNO SEGUIA AVANÇADO AO NORTE DE RUS', O AR ESTAVA soturno, com uma umidade que não chegava a ser chuva, nem neve. A paisagem exuberante de fevereiro tinha cedido para o cinzento sombrio de março, e toda a família de Pyotr Vladimirovich fungava com a umidade [...] Mas ninguém estava preocupado com frieiras nem com nariz escorrendo, nem mesmo ansiava por mingau e carne assada, porque Dunya ia contar uma história."

   Minhas expectativas sobre esse livro eram bem altas e me senti bem surpresa com o que encontrei nessas páginas, por nunca ter lido nenhuma obra que falasse sobre as mitologias da Rússia me senti encantada pela forma como Arden entrelaçou a mitologia russa a uma temática de fantasia em épocas medievais. Vasya é uma personagem encantadora, mesmo tão nova ela demonstra muita personalidade e apesar de ainda mostrar traços de sua infância não deixa de encantar o leitor com sua força e visão tão ampla das situações. Anna foi uma personagem que demorei a entender, confesso que não simpatizei com ela, mas gostei de sua construção na história.


  Meu único problema com a leitura foi decorar os nomes haha, confesso que mesmo na metade do livro eu não tinha decorado o nome dos irmãos de Vasya, por isso até me perdia em entender se eram novos personagens ou antigos reaparecendo. Mas Arden compensa os nomes difíceis numa obra apaixonante e bem construída, diferente das histórias que costumamos ler em obras de fantasia, a autora inovou ao trazer algo de uma cultura tão rica e distante do leitor.


  O Urso e o Rouxinol é uma obra inovadora e diferente do que o leitor de fantasia costuma ler, inova na mitologia e cativa na escrita fluída, prende o leitor nesse universo medieval cheio de loucuras, fantasmas, lendas e belezas não convencionais. 

Nota: 








[Tag] 50% do Ano com Doramas

novembro 08, 2017

  Faz um tempo que não respondo Tags aqui no blog, e entrar no assunto do motivo disso é algo que não faria sentido agora mas quando a Yara me mostrou essa Tag eu sabia que deveria responder e cá estamos agora. Pois bem essa tag foi criada pela LuanaTamy na comunidade Vida de Dorameiro do AminoApps, e consiste em seis perguntinhas rápidas sobre os dramas que andei assistindo até a metade desse ano;

1.Quantos doramas completos você assistiu nesse 50% do ano?

Kim Bok-Joo; Strong woman Do Bong Soon; I hear your voice; Lookout (são os que lembro).

2.Qual você acompanhou com a Coréia e mais gostou nesse 50% do ano?

Acho que Strong Woman Do Bong Soon, aquele dorama é maravilhoso! E sou meio lenta em assistir no período de estreia kkk.

Resultado de imagem para strong woman do bong soon

3.Qual dorama você menos gostou de assistir nesse 50% do ano?

Não tem um que não gostei, mas Blood não me prendeu muito..

4.Qual dorama você abandonou nesse 50% do ano?

Blood, justamente por não me fisgar acabei deixando de lado, mas pretendo voltar, porque tenho um #crush no protagonista desde Cinderella and four Knights.

5.Qual dorama você assistiu por indicação e gostou nesse 50% do ano?

I Hear Your Voice, a Elis do Eu Insisto indicou, e eu assisti e fiquei maravilhada, é um dorama INCRÍVEL!

6.Qual dorama você queria ter assistido, mas não conseguiu nesse 50% do ano?

Blood, que ainda pretendo terminar kk, queria rever Boys Over Flowers e quero assistir Madame Antoine

7.Qual sua OST de dorama favorita nesse 50% do ano?

Difícil kk, todas basicamente kkkk, mentira mas são muitas, eu amo a OST de Cinderella and four knights, Moon Lovers, Strong woman Do Bong-soon, Kim Bok-Joo e Lookout.

Juntei boa parte das OST's tudo numa playlist no meu Spotify e caso queira ouvir é só clicar no play e ser feliz <3 mas se prepara que algumas vão te fazer chorar.










Tesão de Tico Santa Cruz

novembro 06, 2017

Título: Tesão (+18)
Autor: Tico Santa Cruz 
Editora: Belas Letras
Ano: 2013
Páginas: 128
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Sinopse: Esqueça a ordem poética da sedução neste livro de Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas Roque Clube. Porque os contos e poemas eróticos de Tesão conduzem o leitor a um mundo sem limites, sem preconceitos. A uma atmosfera enigmática que instiga a imaginação e desperta o desejo por uma aventura que entorpece o corpo. Carne, sexo, violência e força – o encontro de dois animais num confronto vital pela continuação da existência. O primitivo, o condenável, o que os outros não têm coragem de levar adiante por medo do pecado e do julgamento divino. Um prazer que assassinou a culpa, depois cuspiu o sangue no chão.


      Vamos falar desse livro quase polêmico e mega intenso escrito por esse autor que conhecemos por ser um ótimo e famoso cantor?

“ Tudo em segredo.
Ninguém pode saber de nada e assim fica mais gostoso
Aventuras, loucuras ... só nós dois!"

 

      Tesão é uma antologia de poemas e textos eróticos escrito por ninguém menos que Tico Sta Cruz, o vocalista da banda Detonautas que você provavelmente já ouviu as músicas ou no mínimo o nome da banda e também desse cantor que causa polêmica.


  Em seus poemas e textos Tico escreve sem pudores, tudo é muito intenso, sem medidas e sem ponderações, algumas expressões podem ser ofensivas ou pesadas demais pra quem nunca leu algo do gênero ou não tem costume de ouvir certas expressões ou até mesmo iniciou a leitura esperando algo no estilo ‘’cinquenta tons de cinza’’ mas aviso a vocês, Tico não se importa com isso, sua intensidade foi passada para essas páginas então se preparem para uma sexualidade aflorada em forma escrita.


   Eu gosto da forma que Tico extravasa ao escrever, sua escrita não é rebuscada nem poética, é direta, objetiva e quase agressiva, seus poemas são intensos e por vezes controvérsios, demonstram amor, sexo e selvageria tudo nessa ordem ou fora dela haha. De uma perspectiva mais realista e dentro de seu contexto de loucuras Tico explora a sexualidade da melhor forma que lhe convém e tenta envolver o leitor nessa loucura ao fugir do ideal puritano.

Nota:








Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas

novembro 03, 2017
Imagens do Blog Semantike/Leviosa
Título: Os Três Mosqueteiros
Autor: Alexandre Dumas
Editora: Zahar
Ano: 2011
Páginas: 788

Sinopse: Mostrando a intriga, maquinação e a frieza de uma sistemática governamental manipulado, “os três mosqueteiros” é um marco na literatura mundial. De um lado os puros mosqueteiros do Senhor de Tréville, do outro os vis guardas vermelhos do Cardeal. O objetivo almejado é o futuro da França, e o peão utilizado é o frágil e manipulável Rei Luís XIII.

D’artagnan é um rapaz simples, que parte da Gasconha (interior da França) para Paris. Na bagagem o amor de seu pai, um cavalo, pouco dinheiro, muitos valores. Mas acima de tudo: uma carta selada para o senhor de Tréville, chefe da guarda dos mosqueteiros e terceiro homem mais importante da França. Dado por feliz, o gascão parte em paz, mas logo no caminho encontra um problema: Um nobre zomba de sua pobreza, e o arrogante jovem não deixa passar. Desafia-o para um duelo, a qual o homem recusa para cumprir ordens mais importantes: uma delegação do Cardeal. D’artagnan conhecia o homem, o Cardeal de Richelieu era o homem mais importante da França após o rei.

Chega em Paris, e arranja confusão em menos de uma hora na cidade. Athos, Porthos e Aramis, os três maiores mosqueteiros do rei, marcaram um duelo em horas distintas com o novato. Mal chegaram ao local do duelo e sacaram as armas, o mesmo homem da estalagem estava lá sob ordem oficial. Ele era o Conde de Rochefort, comandante da guarda vermelha, a elite do cardeal. Os mosqueteiros se uniram para poder lutar, e em meio a isto D’artagnan se fez presente. Ganhou confiança suficiente para viver, e foi tratar com o senhor de Tréville.



Neste ponto da narrativa, já podemos perceber a personalidade e o cenário ambientados. Muito embora não seja possível perceber as características específicas dos três mosqueteiros, já se sabe que são honrados. Após o duelo com os homens do cardeal, os mosqueteiros podiam ter matado a D’artagnan facilmente, mas decidiram rapidamente, que a conduta deste fez por merecer viver. Quanto a ambientação, já sabemos que o próprio governo se divide drasticamente. Não apenas em questões ideológicas, mas sim armamentistas. Durante a maioria do livro, as investidas de Tréville (ou do Cardeal) são frustradas pelo respectivo exército contrário.

A história segue e D’artagnan é introduzido como aprendiz em probatório. Precisando de um lugar para se estabelecer, uma vez que a guarnição é só para oficiais, ele busca um quarto para aluguel e encontra um relativamente barato. Ele é oferecido por um comerciante local, Monsieur Bonacieux. O problema é que o gascão se afeiçoa a senhora Bonacieux, e tende a se apaixonar. Pois bem, essa é uma das maiores tramas do livro. Muito embora tenha sido lançado cerca de 12 anos antes de “Madame Bovary”, considerado o primeiro livro com o gênero realístico, “Os três mosqueteiros” tem uma característica muito mais verossímil do que uma ficção realística teria. De todo o modo, o leitor se depara com tantas incógnitas e problemas que se sente compelido a ler e reler cada vez mais.



Alexandre Dumas adota uma construção estruturada de personalidade, de modo a fazer com que o leitor se encante com o vilão, e odeie a subalterna. Um exemplo clássico disso, é que muitos críticos elogiam a visão de Dumas sobre o cardeal Richelieu, e a vileza de Milady. O mais interessante na obra não é a história em si, apesar de esta ser (em minha opinião) perfeita. Mas a retratação dos personagens e sua semelhança histórica faz com que, além de ser uma fonte de leitura, o livro seja uma fonte de estudo.

A imersão cultural, a história, a fama, os personagens, todos são motivos para se ler o livro. Mas se nenhum deles te convenceu, proponha-se o seguinte: que tal ler o livro até encontrar a frase “um por todos e todos por um? ”.* 

*Frase convenientemente localizada num momento fascinante da história, o que fará com que capte sua atenção :)

 Nota:










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