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O Gigante Enterrado de Kazuo Ishiguro

agosto 18, 2017
Créditos: A book is proof that humans can work magic 
Livro: O gigante Enterrado
Autor: Kazuo Ishiguro
Ano: 2015
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 396
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Sinopse: Uma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Uma população desnorteada diante de ameaças múltiplas. Um casal que parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova - será nosso sentimento forte o bastante quando já não há reminiscências da história que nos une?
Épico arturiano, o primeiro romance de Kazuo Ishiguro em uma década envereda pela fantasia e se aproxima do universo de George R. R. Martin e Tolkien, comprovando a capacidade do autor de se reinventar a cada obra. Entre a aventura fantástica e o lirismo, "O gigante enterrado" fala de alguns dos temas mais caros à humanidade: o amor, a guerra e a memória.
*Resenha feita por mim para o Blog Ler e Imaginar



   O inicio da leitura foi realmente complicado, o autor narra todos os detalhes do ambiente e a época em que a história se passa com uma riqueza de detalhes que beira o exagero, e esse excesso de detalhes me deixou bem confusa sobre a história e seu desenrolar, mas aos poucos vamos descobrindo uma história cativante e com tudo para encantar o leitor.

   O gigante enterrado conta a história de um casal de idosos chamados Axl e Beatrice, eles moram em uma pequena cidade e são tratados com total descaso pelos outros moradores devido sua idade avançada. O casal tenta se manter preso as suas lembranças e memórias antigas mas devido a uma nevoa estranha que tomou conta da sua cidade ninguém lembra de nada do passado, por mais importante que as lembranças sejam, com medo de não se lembrarem mais um do outro e cansados da forma como são tratados por todos na cidade, decidem partir em busca do filho cuja as lembranças são bem vagas mas que ambos sabem que existe, e nessa busca pelo filho o casal também tenta encontrar um meio de acabar com a nevoa.

É muito esquisito mesmo como o mundo está esquecendo das pessoas e de coisas que aconteceram ontem ou anteontem. É como se uma doença tivesse contagiado a todos nós.

   O autor criou uma história fascinante mas com uma narrativa um pouco lenta, a escrita do autor é mais densa e difícil do que estou acostumada a ler  e por ser a primeira obra de Ishiguro que tenho contato cheguei perto de desistir, mas fico feliz de ter persistido e continuado. O gigante enterrado é um livro sutil e muito reflexivo e tem a capacidade de trazer uma sensibilidade enorme, cada personagem e cada caminho que o casal segue nos faz olhar pra dentro nosso interior e pensar sobre nossas vidas, as relações que temos com os outros e com nós mesmos, nossas motivações, segredos, nossas vidas de um modo geral. 
 Se você tem curiosidade de ler esse livro dê essa chance, e agarre  com unhas e dentes porque a leitura vai ser difícil e em muitos momentos maçante, mas vale  muito a pena.

Nota:









A História da Religião no Japão

agosto 16, 2017
Cena do Festival do Urso dos Ainus.
   Depois de um breve estudo sobre a religião do Japão, cheguei a uma conclusão e passarei pra vocês um breve resumo.

  Em primeiro lugar, vamos falar da religião Ainu. Pra quem não sabe, os Ainus foram os primeiros habitantes do arquipélago japonês. A religião ainu se baseia no culto da Natureza. Ao contrário das próximas fases da religião japonesas, a religião Ainu é uma religião monoteísta, onde eles cultuam um único Deus (que eles chamam de Kamui) e que eles acreditam que criou a Natureza. A religião Ainu venera Kamui, que, pede em troca, respeito pela criação e pelos ancestrais. São quatro os animais sagrados dos Ainus: o Urso (o principal), o Lobo, o Falcão e o Salmão. Existem festivais para os quatro animais. O clímax é no festival do Urso, quando eles sacrificam um urso e se alimentam da carne deste, acreditando assim que o espírito do Urso levará todos os desejos dos ainus do vilarejo para Kamui, que vai proteger a aldeia. Esse festival é em meados do Outono, onde os desejos de proteção no Inverno rigoroso do arquipélago são constantes.

  No início da Era Comum (ano 2, pra ser exato), invasores da península coreana e das planícies da Mongólia chegam ao arquipélago. Os ainus foram expulsos do arquipélago e empurrados para o Norte do Japão. Eles acreditam que esse sucesso viria da força do sol, a forma da natureza que mais representa o poder na Terra. Por causa disso, criou-se uma história em que o espírito do Sol estaria sobre um determinado líder e que ele deveria governar a nova terra conquistada. Criou-se toda uma mitologia em torno do novo líder, acreditando-se assim, que ele seria descendente da deusa do Sol, que eles batizaram de Amaterasu.

  Pois bem, da religião Ainu, a nova forma de adoração que estava nascendo exigia respeito pela Natureza. Eles acreditavam que, cada pedra, árvore ou criatura era uma forma de vida espiritual que devia ser venerada e respeitada. Cada elemento da Natureza era um deus e que ele protegia aquela região. Estava nascendo assim, uma nova forma de adoração no arquipélago japonês, onde cada elemento era um deus e que, desagradá-los, seria sinal de desgraça. A força dessa nova forma veio séculos mais tardes, quando em, duas ocasiões, invasores do continente foram repelidos pelas forças da Natureza. A crença de que os deuses da Natureza estavam a favor do povo fez com que novas formas de adoração surgissem. Eles acreditavam que uma alma imortal dos ancestrais era usada por tais deuses para proteger seus descendentes. Assim, a adoração aos antepassados, junto com aos deuses (chamados de Kami) foi se fortalecendo. Junto com kamis do bem, tinham os kamis do mal, representados principalmente por Orochi e seus filhos. Em outras palavras, o povo passou a acender uma vela pra Deus e outra pro Diabo, se é que me entenderam... Assim, surgiu o Shintoismo (Xintoísmo).

    Um dos muitos festivais xintoístas 


  Viajantes vindos do continente para comercializar trouxeram juntos consigo, ensinamentos filosóficos onde eles acreditavam que a pessoa podia obter a salvação através de si própria, sem depender de forças exteriores. Essa nova forma de adoração mexeu com a mente dos da dianteira, que encararam essa nova forma de adoração como uma ofensa para os Kamis. Com medo de uma represália por parte dos kamis, os shoguns perseguiram os monges que pregavam a nova forma de adoração e destruindo templos e imagens de Buda, só pra não sofrerem nas mãos dos kamis, principalmente Orochi e seus filhos.

  Com o Budismo sendo difundido e muitos adeptos sendo perseguidos, precisou-se criar uma nova ideologia para que pudesse agradar os governantes. Foi introduzido dentro do Budismo, novos conceitos para se adaptar aos costumes japoneses. Novas seitas foram surgindo e o culto e veneração pelos antepassados criaram forças. A nova forma do Budismo ainda respeitava a posição do Imperador Japonês como descendente de Amaterasu, a deusa-sol. Em troca, o Budismo foi ganhando liberdade de expressão no país. Já nos meados do século XVII, Budismo e Shintoísmo andavam de mãos dadas, mas sem se misturarem.

    Ritual fúnebre budista

  Mas, no inicio do século XVIII, o Japão é "descoberto" por europeus (portugueses e franceses. Tempos depois, outros povos como holandeses, espanhóis e ingleses chegam ao Japão). Um novo confronto religioso surge, pois os franceses e portugueses trouxeram para o Japão, uma nova forma de adoração: o Catolicismo (não vou usar o termo Cristianismo aqui, pois o Cristianismo possuem três variações que usam ideologias diferentes...). Missionários jesuítas tentaram estabelecer a nova forma de adoração. A primeira cidade a receber uma forte influência do Catolicismo foi Nagasaki, ao Sul do Japão. Como os católicos se recusavam a servir ao Imperador (para os católicos, o povo devia adorar as imagens de Maria e Jesus). O Imperador ficava em segundo plano. Tal ofensa não foi bem vista. Católicos foram perseguidos e massacrados. Revoluções surgiram. Mas os Católicos foram massacrados. Seu principal líder, na cidade de Nagasaki, chamado Amakusa Shirou Tokisada, tentou criar uma insurreição, mas, foi traído e executado em público. Com a execução de Amakusa, o Catolicismo foi proibido e o Japão se fechou para quase todos os europeus (com exceção dos franceses e, principalmente, os holandeses, que criaram uma colônia na cidade de Nagasaki).

  A estratégia que os holandeses e franceses usaram foram de que eles estavam sendo beneficiados pelo culto dos Kamis. Comerciantes franceses usaram até o vil argumento que, a Revolução que estava acontecendo na França era devido a fúria de Kamis (!).

  Depois de alguns séculos bloqueados ao Ocidente, o Japão é forçado a abrir seus portos para a esquadra do Capitão Perry. A "beleza" impressionou os japoneses e o Imperador se viu na necessidade de modernizar o Japão (entende-se esse "modernizar" com o termo "ocidentalizar"...). Em 1854, foi feito o Tratado de Kanagawa e o Japão abriu seus portos para o Ocidente, principalmente os EUA. Por causa disso, o Catolicismo começou a ressurgir, mas em escala bem menor.

  O Cristianismo (agora é hora de usar esse termo) só ganhou força no Japão após a derrota do país pelos EUA na Segunda Guerra, em 1945. Com as bombas em Hiroshima e Nagasaki, a moral do Imperador como descendente direto da deusa Amaterasu cai e o Japão se abre para a cultura ocidental. O jazz influencia a música japonesa (a música Enka é nada mais nada menos que um Jazz japonês...) e o cinema americano ganha força no território. Junto com esses aspectos culturais, o Ocidente influencia no figurino, na pintura, nos meios de transportes e na arquitetura. O Japão estava mudando de cara. Junto com essas tendências, veio o Cristianismo nas suas três formas: Catolicismo, Protestantes e Testemunhas de Jeová.

    Testemunhas de Jeová pregando numa cidade japonesa.

  Dessas três formas, o Protestantismo causou menos influência na cultura. O Catolicismo veio em peso, criando templos suntuosos e impondo, meio que a força, a sua forma de adoração. As Testemunhas de Jeová é a forma de Cristianismo predominante no Japão, mas não causam tanta influência como o Catolicismo impõe.

Assim se resume a história da religião no Japão.






Fontes: Livros: Japão - O Império do Sol Nascente Volumes 01 e 02 | O Homem em Busca de Deus.


4 Motivos para ler: Orfã #8

agosto 14, 2017

   Orfã #8 é um dos lançamentos desse ano da Editora Rocco, o livro é um drama que perpassa momentos históricos da humanidade e é um dos primeiros romances históricos que leio, então mais do que uma resenha eu queria mostrar o porquê você deve ler a obra.

A História de Rachel vai além de apenas uma garota que sofreu.
  A história de Rachel não é apenas de uma garota que sofreu com os abusos de uma médica que queria por seu nome na história, é a história de várias garotas daquele orfanato que também sofreram os inúmeros descasos médicos e testes biológicos que geraram consequências irreparáveis. É também a história de uma garota que cresceu e se tornou uma profissional da área de saúde que cuida de pessoas que merecem esses cuidados, uma mulher que se dedica ao trabalho de forma quase incondicional e faz com o máximo de carinho.

 

Fatos Históricos
  Orfã #8 é um livro baseado em fatos que realmente ocorreram, O Lar de Órfãos Hebraicos do qual Rachel fez parte foi inspirado pelo verdadeiro Hebrew Orpahn Asylum de Manhattan construído em 1884 e demolido em 1950. Ao conhecer a história do Orfanato a autora Kim Van Alkemade se questionou sobre os motivos da existência desses casos, as motivações por trás de tamanha crueldade com crianças que por si só já sofriam por não ter suas famílias por perto, e daí surgiu sua inspiração para o livro, que foi toda baseada em cima da pesquisa que a autora fez.

A História vai além do sofrimento
  Em meio ao caos e sofrimento do enredo, vemos personagens se reconstruindo, reaprendendo a amar e se dando novamente uma chance de serem felizes como querem ser, como desejavam e merecem. Mulheres se reencontrando uma na outra, por meio da amizade, amor e companheirismo em todas as formas. Se libertando das amarras da dor e do passado.

 

Um Final inesperado
  Orfã #8 é um livro doloroso do início ao fim, e mesmo abrindo a discussão sobre a influência de sentimentos tão humanos como a vingança e ódio, vemos várias vertentes de uma mesma pessoa, a criança que sofreu com a crueldade alheia e a mulher que cresceu e deixou para trás tudo aquilo da maneira que pode. Mas a vida não é tão colorida e é exatamente isso que sentimos na obra, e é exatamente esse o sentimento ao final do livro.


  E se apenas esses motivos não forem o suficiente, leia a obra e tire suas conclusões, acredite não vai se arrepender.

Mina nota pro livro é:









A Guerra do Rock de Robert Muchamore

agosto 11, 2017
Título: A Guerra do Rock
Série: A Guerra do Rock # 1
Autor: Robert Muchamore
Editora: Rocco Jovens Leitores
Ano: 2017
Páginas: 320
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Sinopse: Doze bandas, três jovens, uma competição que pode mudar suas vidas para sempre. Ambientado no subúrbio de Londres, Guerra do rock é um romance original e emocionante sobre música, sonhos e a difícil passagem para a vida adulta, protagonizado por três jovens de personalidades e origens diferentes, cujos destinos se cruzam numa batalha de bandas. Jay toca guitarra e sempre sonhou em ser músico; Summer cuida da avó e tem uma voz maravilhosa; Dylan estuda numa escola de elite e não liga muito para nada, mas acaba obrigado a se juntar a uma banda por um de seus professores. Com referências musicais que vão de Led Zeppelin e Beatles a Metallica e Coldplay, entre muitas outras, o livro acompanha a trajetória dos três personagens ao longo do eletrizante reality show Guerra do rock, uma espécie de The Voice de bandas de rock, e aborda temas como relações familiares, drogas, delinquência juvenil, conflitos raciais e distúrbios psicológicos.


  Guerra do Rock foi uma leitura de muitos sentimentos, e mesmo com as frustrações que tive em relação a leitura, certos pontos salvaram boa parte dessa experiência, mas infelizmente eu esperava mais.

   Jay, Summer e Dylan são adolescentes que dentre os dramas de suas vidas encontram uma forma de escapar pela música. Cada um, em suas bandas irão criar lanços de amizades e também quem sabe, vencer algumas batalhas de bandas.

   Apesar de ter achado o livro bom pra uma obra inicial de série eu me senti incomodada em como a leitura é lenta no início, pra mim a leitura só funcionou bem a partir da página cem o que sinceramente é complicado ao vermos que a obra tem pouco mais de trezentas páginas. O livro é um juvenil que peca no excesso de descrições em algumas cenas e na falta de outras. O autor tem personagens incríveis, mas na falta de profundidade em Jay e Summer e suas histórias de vida, que sinceramente me deixaram muito curiosa, temos ainda menos ao que nos apegar quando falamos de Dylan. E pelo pouco que nos foi apresentado vemos que: Jay é o típico adolescente inseguro com uma ideia de superioridade por ser rockeiro; Summer é uma adolescente com responsabilidades de um adulto, e que não vive como uma adolescente livre por medo de fazer falta a avó, o que compreensível mas não deixa de ser meio triste, já que estamos falando de uma adolescente tão nova; Dylan não mede as consequências apenas faz o que quer pra obter sua "liberdade" de algumas obrigações ou apenas por não querer se impor, e isso me deixou uma sensação ruim do personagem.


   O livro abre espaço pra temas muitobons como: preconceito de classes sociais, racismo e transtornos mentais, mas nada é aprofundado de modo que o leitor entenda sua importância, é apenas uma temática jogada ao vento em meio ao furacão de adolescentes mimados que se julgam donos do mundo e livres das consequências por suas atitudes. Robert Muchamore criou personagens muitobons, e adorei como ele escreveu sobre a família não convencional de Jay e como a relação de lealdade e amizade entre os irmãos funciona e eu queria mais dessas relações, esperei por mais, e infelizmente não tive esse prazer, e espero que tenha no próximo livro.

   Guerra do Rock poderia ser umjuvenil incrível já nesse primeiro livro da série, mas senti falta de profundidade na obra, não é ruim, mas não me surpreendeu como eu queria ou esperava ao ler a sinopse da obra.

Nota:








Férias no acampamento Pikachu de Alex Polan

agosto 11, 2017
Título: Férias no Acampamento Pikachu
Autor: Alex Polan
Série: Histórias não oficiais para colecionadores de Pokémon # 1
Editora: Valentina
Ano: 2016
Páginas: 104
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Sinopse: As aulas acabaram!
É hora de curtir as férias no Acampamento Pikachu. Aqui você vai encontrar muita diversão, alegria e um monte de competições.
Cada equipe tem o nome de um Pokémon, é formada por quatro integrantes e tem seu próprio esconderijo secreto.
Dessa vez, a brincadeira será o jogo capture-a-bandeira, e vencerá a equipe que conquistar o maior número de bandeiras.
Marco, Logan, Maddy e Nisha fazem parte da Equipe Treecko, o Pokémon lagarto. Eles vão precisar de muita imaginação para vencer sua grande concorrente, a Equipe Fennekin, do Pokémon raposa.
O que será que eles vão aprontar para vencer o jogo e ter seus retratos no Hall da Fama do Acampamento Pikachu?
Vamos descobrir?


   A onda em Pokémon chegou e meio que se foi, todo o hype causado pelo jogo pra celular diminuiu mas os fãs mais antigos sabem que esse amor é eterno, e como bom fã desse anime que fez gerações se apaixonar Alex Polan traz na obra o sonho de todo fã de Pokémon, que é viver nesse universo.
   Marco recentemente chegou ao acampamento Pikachu, e como quase todo novato ele ainda não sabe se está colaborando com sua equipe e sendo um bom companheiro, e pra piorar tudo a caça a bandeira está chegando e ele precisa ajudar a equipe trecho a vencer, mas vai ser difícil já que a equipe Fennekin tem recrutas mais velhos, mais fortes e mais malvados.


   Férias no acampamento Pikachu é um livro infantil criado e entrelaçado ao universo de Pokémon, e mesmo a história não sendo bem aprofundada Alex conseguiu criar na obra todo um universo infantil que crianças sonham, uma competição envolvendo equipes Pokémon, com muitas aventuras, mistérios, perigo e claro evolução.

    Apesar do enredo leve a história é muito bem-feita, com uma premissa legal e uma finalização digna de um infantil de qualidade. Marco é um personagem que representa bem a criança tímida que tem medo de errar e encontrar nos amigos o apoio necessário, e achei interessante a forma como Polan trouxe isso sem deixar a história lenta. Cada personagem da história tem sua personalidade bem traçada, e dentro dessa perspectiva ajuda os companheiros como consegue, sem precisar mudar sua essência ou apelar pra algo negativo.


    Férias no acampamento Pikachu é um infantil que em menos de 200 páginas ensina que com nosso amigos podemos fazer muitas coisas sem precisar mudarmos quem somos!

Nota: 








Weightlifting Fairy Kim Bok Joo

agosto 09, 2017
Título: Weightlifting Fairy Kim Bok Joo / 역도요정 김복주 / A Fada do Levantamento de Peso, Kim Bok Joo
Gênero: Comédia, Romance, Amizade, Esporte, Juventude.
Episódios: 16
Emissora: MBC
Duração: 16 de Novembro de 2016 - 11 de janeiro de 2017
Direção: Oh Hyun-Jong
Roteiro: Yang Hee-Seung

Sinopse: O que mais há na vida além de barras e pesos? Kim Bok Joo (Lee Sung Kyung) é um fenômeno do levantamento de peso que dedicou sua vida inteira apenas às barras enquanto crescia ao lado de seu pai, Kim Chang Gul (Ahn Gil Kang), um antigo halterofilista. Ela frequenta a Universidade de Educação Física Hanwool, uma universidade cheia de atletas de alto nível que se esforçam rumo ao sucesso com a esperança de representarem seu país em competições nacionais e internacionais. Bok Joo frequentou a mesma escola que Jung Joon Hyun (Nam Joo Hyuk), e o encontra novamente na universidade. Agora ele é um nadador de competição que está tendo problemas para superar o trauma de ter sido desqualificado devido a uma largada queimada em sua primeira competição internacional de natação. Song Shi Ho (Kyung Soo Jin) é uma ginasta rítmica de competição fervorosa que ganhou uma medalha de prata nos Jogos Asiáticos quando tinha 18 anos, mas que devido às pressões envolvidas em seu esporte, acabou terminando seu relacionamento com Joon Hyun. 


  Pensem num dorama super amorzinho e com coisitas diferentes dos outros que me fez ficar apaixonada feito uma bocó. Esse dorama foi amor à primeira vista e eu queria voltar no tempo pra poder ter o sentimento de assistir como se fosse a primeira vez de novo haha.
   Kim Bok Joo sempre foi diferente das outras meninas desde pequena, sempre comeu muito e era bem forte. Agora aos 21 anos ela é uma super estrela do levantamento de peso e se importar com coisas ‘’bobas’’ como seu peso nunca foi algo importante até o dia em que ela conhece o médico Jun Jae  Yi e decide que fará de tudo para ficar mais perto dele, o que inclui arriscar sua carreira no levantamento de peso. Jung Joon Hyung é um nadador promissor que por um trauma de infância não consegue sair do segundo lugar, no passado foi do mesmo colégio de Bok Jo e tinha uma paixonite por ela, mas se mudou e por alguns anos namorou a ginasta Song Shi Ho.



    Pela sinopse pode parecer mais do mesmo, mas acreditem não é. Em algumas críticas de dorama eu citei a questão do padrão sul coreano, que é bem diferente do nosso e tem um peso maior nas mulheres, e nesse dorama em questão nós vemos exatamente isso. Bok Jo tem orgulho de quem é do que faz, ela ama o levantamento de peso e não se importa com o quanto come ou por ser mais gorda que a maioria das mulheres de sua idade, mas ao se apaixonar ela quer agradar e sente essa necessidade de fazer algo que a aproxime de Jae Yi que é especialista em perda de peso. Bok Jo é uma personagem forte não só fisicamente, mas também de personalidade, companheira inseparável de suas duas melhores amigas Jung Nan Hee e Lee Sun Ok está sempre defendendo alguém ou pelo menos tentando ajudar como pode, cuida do pai que é doente e se esforça pra ser a melhor em sua categoria. Joon Hyung é aquele cara legal que toda garota tem uma paixonite e que por mais que não pareça é muito gentil e fofo mas  esconde um pouco disso por causa do seu passado, e pra evitar um pouco desse trauma ele acaba se escondendo atrás de uma mascara de silêncio e seriedade, que some apenas em determinados momentos, e um desses momentos é quando está com Bok Joo.



    O foco do dorama pode ser várias coisas dependendo do seu ponto de vista, mas ao meu ver o importante foi como ele mostrou a relação de Bok Jo com o próprio corpo, seu amadurecimento tanto mental quanto físico e seu desenvolvimento ao longo da história. O dorama aborda muitos assuntos importantes como bulimia, anorexia, transtornos psicológicos e cuidados a saúde física. E como não poderia faltar, no meio disso tudo nós vamos acompanhando o desenvolvimento do romance, e a formação do casal de forma engraçada, fofa e romântica.  Eu fiquei apaixonada por esse dorama e me vi aguentando e assistindo episódios dia sim e dia não pra que não acabasse tão rápido. E devo confessar que foram os beijos mais reais de todos os doramas que eu assisti e isso me deixou feliz haha.

   Weightlifting Fairy Kim Bok Joo é aquele dorama leve, ótimo pra deixar seu dia mais feliz e com aquele arzinho de ‘’vai dar tudo certo pro resto da vida’’, misturando primeiro amor com romance de infância e amizades que permanecem firmes até o final.


Nota:











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